A AMAZ fez uma seleção de 12 ideias de bioeconomia para a região amazônica. No entanto, apenas seis desses empreendimentos entrarão no portfólio dessa aceleradora de impacto e receberão o financiamento de R$ 200 mil reais no ano de 2022.
Os 12 empreendimentos escolhidos para a pré-aceleração
Entre os dias 8 a 11 de novembro, 12 empresários aprovados pela AMAZ se reuniram para participar da etapa final desta seleção no interior do estado do Amazonas.
Nesse período, todos aproveitaram para analisar as suas ideias de negócios e desenvolver suas teses socioambientais na Amazônia.
Durante todo o mês, esse processo vai acontecer, de modo virtual, com o suporte técnico tanto da AMAZ quanto do Idesam. Assim, os candidatos terão direito a assessorias, bem como mentorias.
A partir disso, seis dos 12 projetos serão selecionados e acelerados com um investimento no valor de R$ 200 mil reais em 2022.
Conheça a meta do programa
A missão é ajudá-los a entender, bem como expandir os seus negócios em todos os setores, em especial, na questão do impacto socioambiental de forma positiva, além do aspecto financeiro, técnico e operacional.
Mesmo que apenas a metade faça parte do portfólio da aceleradora em 2021 e ganhe o financiamento, os demais projetos contarão com o apoio da mesma por um mês. Além disso, serão qualificados para suportes futuros no próximo ano.
Os temas dos projetos

Todos os finalistas criaram novas soluções de produção e serviços em cadeia com valor estratégico voltadas para a preservação da Amazônia. Então, conheça a seguir algumas delas:
- Produção florestal e sua restauração;
- Sistemas agroflorestais;
- Linha de cosméticos;
- Mercado de carbono;
- Turismo de base comunitária;
- Alimentação;
- Comércio de produtos da sociobiodiversidade;
- Recursos madeireiros e não madeireiros da floresta.
Os negócios são dos seguintes estados: Pará, Minas Gerais, Roraima, Acre e São Paulo, mas atuam no Norte.
A Chamada 2021 conta com a inscrição de projetos na Amazônia Legal, mas que também poderiam estar em outras partes do Brasil. Por fim, conheça a seguir as 12 empresas eleitas para a pré-seleção.
1 – Amazônia Hub
Este projeto é um e-commerce de produtos vindos da Amazônia. Então, a proposta aqui é trabalhar com parcerias focadas em cada setor como:
- Vendas;
- Marketing digital;
- Promoção das mercadorias.
Hoje em dia, o seu mercado consumidor tem como alvo principal os estados do Acre, Amazonas e Pará.
2 – BrCarbon
A ideia aqui é estimular a preservação das florestas, bem como a reabilitação ecológica. Assim, o negócio trabalha com o mercado de carbono e traz estratégias inovadoras ao adotar tecnologias para aumentar esse tipo de projeto no país.
Essa empresa já atua no Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Roraima, Rondônia, Tocantins e Maranhão.
3 – Aromas da Amazônia
A empresa atua no estado do Pará, esse negócio tem como meta suprir as demandas no setor do agronegócio, por meio do uso de tecnologia com baixo carbono.
4 – Bravo Açaí
Uma marca de alimentação saudável voltada para as comunidades locais. Dessa forma, o intuito aqui é comprar o açaí dos produtores da região, a fim de apoiá-los. Junto com a Bio-Assets, a empresa atua nas áreas do Pará e Amapá.
5 – Coopercintra
No Acre, essa cooperativa explora e comercializa recursos da floresta não madeireiros, por exemplo, o muru-muru.
6 – Floresta S.A.
Em Roraima, esse projeto traz produtos da bioeconomia, além de chance de investimento em agrofloresta na região amazônica com rendimento de até 17% por ano.
7 – Inocas
A meta desse negócio é criar uma opção para o óleo de soja e palma, com a macaúba. Dessa maneira, original de MG, a empresa já trabalha para atuar de modo direto na Amazônia.
Lá, a mesma pretende realizar o plantio em sistema agrossilvipastoril de 3 mil hectares ainda neste ano.
8 – Kawa
No Acre, essa empresa conta com uma linha natural de fitocosméticos restauradores. Assim, os seus principais fornecedores são os povos indígenas Ashaninka e Huni Kuin.
9 – Mahta
Uma foodtech que produz suplementos alimentares feitos dos ingredientes vindos de comunidades da Amazônia. Portanto, a meta da empresa é:
- Inovar e gerar valor nutricional para os clientes;
- Estimular a preservação da maior floresta do mundo;
- Diminuir os impactos negativos no meio ambiente.
Com o suporte dos povos locais, eles acreditam que é possível implantar esse modelo de negócios na indústria de alimentos.
A Mahta tem planos de atuar nas áreas do Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, bem como Roraima.
10 – Pacajá Móveis
A partir dos resíduos vindos do manejo florestal, esse negócio produz móveis e itens de decoração. Assim, essa fazenda tem como meta levar essa ideia para outras áreas, a fim de gerar um tipo de renda mais sustentável para as famílias da região.
11 – Soul Brasil Cuisine
O objetivo da empresa é criar produtos com ingredientes da biodiversidade do país, com foco nos da Amazônia, ou seja, itens:
- Sustentáveis;
- Orgânicos;
- Etc.
Todos os produtos contam com certificados orgânicos. Além disso, atua no mercado há cerca de três anos, em empórios e supermercados do RJ e SP. Também exporta para a Europa e EUA.
12 – Vivalá
Faz expedições em UEs do Brasil por meio do turismo de base das comunidades. Dessa maneira, o intuito aqui é desenvolver-se socioambiental de forma inovadora a vivência com os povos, meio ambiente e trabalho voluntário.
Hoje em dia, a empresa atua em estados como Amazonas, Pará, Goiás, bem como no Maranhão.
Sobre a AMAZ
A AMAZ aceleradora de impacto fica sob a coordenação do Idesam. De fato, possui um fundo no valor de R$ 25 milhões de reais para investir em empresas inovadoras nos cinco anos seguintes.
O objetivo do programa é dar todo o suporte aos empreendedores, ajudando-os em seus desafios.
A meta é criar uma nova economia na região amazônica, a partir desses negócios sustentáveis. Dessa forma, tem como intenção solucionar as questões sociais e ambientais da região.
Conta com parceiros e fundadores, como o Fundo Vale, ICS, Fundo JBS, Instituto Humanize, Good Energies Foundation e PPA. Além disso, possui parceiras como:
- Mercado Livre;
- Costa Brasil;
- ICE;
- SenseLab e investidores privados.
O nome AMAZ é, acima de tudo, uma forma de homenagear a Amazônia. Aliás, também tem a intenção de referenciar o verbo amar, que define bem o sentimento que a aceleradora de impacto tem pela maior floresta do mundo.